terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Feliz ano-novo!



Já tenho dois meses e oito dias! Viva!
Foi uma caminhada difícil, mas acho que estou me encontrando no mundo e deixando para trás o meu inferno astral.
O ápice do meu sofrimento e de mamãe começou no dia em que fiz dois meses, o dia 21 de dezembro. Minha mãe já sofria por antecipação porque ela ia ficar alguns dias sem a equipe dela; eu angustiado com minha nova vida fora do útero e ainda mais com a terrível azia me queimando o estômago (é, ainda não estou bom do refluxo); nós dois irritados com o terrível calorão. Uma mistura explosiva! Mas mesmo assim minha mãe achava que estava abafando, as minhas roupinhas estavam ficando apertadas. Era dia de consulta com o Dr. Carlos. Papai estava de folga. Lá fomos nós então para o pediatra. O sol queimava lá fora. As ruas de Ipanema apinhadas de gente fazendo compras de Natal. A balança vai estourar, pensou minha mãe. Mas a coisa não andou do jeito que ela quis. Dr. Carlos nos deu um banho de água fria. Eu estava com 4,560 kg e 55,5cm. Na hora que a balança parou, pude ver os olhinhos de preocupação de minha mãe. Não era assim o fim do mundo, disse o doutor, mas eu podia ter engordado mais. Me examinando mais um pouco, Dr. Carlos também desconfiou de uma anemia. Eu estava bem branquinho. Pra completar, achou também que a minha cabecinha estava mais amassadinha de um lado. Fiquei arrasado... Gosto tanto do meu ladinho de dormir... Não ia ter jeito. Faríamos um exame de sangue no dia seguinte, e eu também precisava tomar as vacinas. Ia ser todo picado!
Eis que vem o pior dia da minha vida. Dia seguinte. Chega cedinho lá em casa o homem de branco do laboratório. Vai colher o meu sangue. Ele me olhou assustado, mas mamãe não quis acreditar. Deve saber tirar sangue de bebê. Lisa estava lá em casa. Meu pai estava no banho. As duas seguram meu bracinho. Minha mãe não quer nem olhar. Ela está mais nervosa do que eu. Uma agulhada forte. O homem insiste. Não acha minha veia. Eu choro muito de perder o fôlego. Para tudo, diz a Lisa, o senhor não vai conseguir. O homem fica branco. Sai fugido lá de casa, deixando meu bracinho roxo. Mamãe chora, roda que nem peru tonto dentro de casa. Papai nos recolhe, coloca todo mundo no carro e lá vamos nós para o laboratório. Lá deve ter gente preparada pra tirar sangue de bebê. Dessa vez mamãe não quer entrar. É demais pra ela. Fica do lado de fora. Papai entra comigo na sala. Três moças pra fazer o serviço. Eu choro um pouquinho, mas meu pai não perde o bom humor. Tudo certo. À tarde já saberíamos o resultado. Seguimos então para casa, e minha mãe decide parar no posto de saúde para ver a situação das vacinas. Chegando lá, não havia fila. Meus pais decidiram por mim que hoje seria o dia de mais uma picada. Mais duas, aliás. Uma em cada perninha. Não deu outra, abri o berreiro. Fiquei exausto e traumatizado de tanta picada. Não escapei, é claro, das tais reações à vacina. Tive febre, fiquei molinho, manhoso e irritado por dois dias. No terceiro dia, véspera de natal, fomos dormir na casa da vovó Evelyse. Era a primeira vez que passava a noite fora de casa. Mesmo sendo a casa da minha querida vovó, dei uma estranhada. Além do mais, o trauma havia sido grande. Deixei todo mundo exausto e preocupado. Eu não queria mamar, chorava o tempo inteiro e, ainda por cima, estava mesmo anêmico. Nem o elevador me deixou feliz. Minha mãe saía comigo pra passear duas vezes por dia, maravilhada em poder subir e descer com o carrinho sem fazer esforço. (Ela anda sonhando com um lindo apartamento com porteiro e elevador, e ar-condicionado para os dias de calor. Coisa de madame...Vai entender as mulheres!)Foram enfim dois dias na casa da vovó, até voltar pra casa no dia 25 à noite. Foi então que começou a minha virada. Sim, eu podia reconhecer a minha casa, a minha caminha, o tapete da sala, tudo colorido! Eu estava virando gente! Quando vi meu balancinho treme-treme, me senti o bebê mais feliz do mundo. Papai me colocou ali, já era noite, e ali mesmo fui fechando os olhinhos. Deu tempo pra minha mãe desfazer as malas, organizar tudo do jeitinho que ela gosta e preparar o meu banho. Todo dia ela faz tudo igual e eu estou gostando disso. Acho que somos parecidos nessa coisa certinha - apesar de dar uma bagunçada nela vez por outra. É pra variar um pouco, senão fica chato.
Bem, esse é o resumo da história. Desde então tenho passado muito bem os dias, chorando quando uma coisa não me agrada, é claro. O melhor de tudo é que estou mamando melhor também. Tudo bem que ainda é um sufoco a hora de mamar. Parece uma gincana. Mas eu e minha mãe estamos nos entendo cada vez melhor. Ela agora está mais esperta, captando logo os meus códigos secretos. Até Shantala ela foi aprender por minha causa, ela que nunca foi zen. Ela diz que está cansada, eu sei, eu sei, ela fica louca muitas vezes, ela queria um botãozinho pra me ligar e desligar, eu entendo. Ela odeia o verão. Ela diz também que eu sou agitado, que eu não deixo ela parar na rua pra conversar com os vizinhos, que se o carrinho para eu choro, e se o asfalto é liso eu reclamo. Eu gosto mesmo é de algo trepidante! Mas como é que explica ela ficar me olhando que nem boba quando a gente conversa? Minha mãe me ama! E eu amo ela também!
Hoje eu sou só sorrisos!
Feliz ano novo, amigos!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Adoro visitas!





Tive um fim de semana feliz com meu pai e minha mãe.
Me enrolando daquele jeito, papai me botou pra dormir e, empacotado, dormi quase cinco horas seguidas. Que gostoso! No domingo, bem descansado, um monte de gente veio me ver e eu me comportei muito bem! Tio Pedro e tia Denise estiveram aqui em casa e ficaram babando, vejam só! Entre o Nova Capela, Ipanema, show na sala Cecilia Meireles e mergulho na praia, eles passaram o sábado e domingo aqui conosco. Também diretamente de São Paulo, apareceram por aqui Carla, Vitor, Maria Julia e Isabel. Meu avô Ivo chegou mais tarde e ficou impressionado como estou grandão! Depois, começou meu ritual do soninho. Banho, leitinho, mpbaby, e lá vai meu pai me enrolar. Vou dormir gostoso!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Só no balanço


Eu e meu pai




Meu pai é um caso sério!
Ele me enrola todinho pra dormir. Eu fico hipnotizado.
Tudo bem, pai, vai me enrolando, vai. Depois eu vou te enrolar mesmo!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Notícias do Front


Estivemos sumidos esses dias, mas é que passamos por um turbilhão essa semana, com muitos acontecimentos. Volta D. Eva para São Paulo; chega a Lisa para reocupar o posto noturno; Sandra, a diarista, sabemos agora que está grávida... Enfim, muitas coisas para resolver. Precisamos achar uma babá para o Francisco e também transformar a copa da cozinha num quartinho para quem vier. Enquanto isso, Francisco mama e chora, dormindo bem à noite, graças à técnica do Dr. Harvey aperfeiçoada pelo papai, que enrola ele todinho, mas fazendo manha durante o dia, querendo só saber de colo.

Ontem foi um dia movimentado.

Tomei coragem e fui dar uma volta com ele no Jardim Botânico. Fomos convidados por uma nova amiga, companheira da hidroginástica, que teve bebê na mesma época. A operação foi uma mão de obra danada, diga-se. Sandra desce com o Francisco e eu com o carrinho degraus abaixo (fiquei com pena de pedir para ela carregar peso, por conta da gravidez). Depois, coloca o carrinho na mala do carro. Engastalha lá dentro, dá uma vontade danada de chorar. Começo a suar no calor mormacento. Puxo o carrinho e nada. Fico um tempão tentando fechar. Chagando lá, mais um tempo pra tirar o carrinho, abrir o carrinho e então seguir. Nessa altura, já estou pensando na volta. Tira Francisco, carrinho, sobre primeiro com um, desce, pega o outro, desengasta da mala, musculação pra subir as escadas. Bem, pelo menos, penso, saímos de casa, vimos a bebezada, respiramos um arzinho puro, comemos pão de queijo e suco de laranja, e, o melhor, pude trocar experiências com outras mães de primeira viagem. Vi também que entre elas sou a mais nervosa, sem dúvida.

À tarde, malas prontas para o pediatra, aonde temos ido regularmente, por conta de um suposto refluxo. Francisco continua chorando muito para mamar. Piorou na semana passada, depois de termos suspendido o remédio. Dr. Carlos pediu que fôssemos lá para pesá-lo, pois ele tem mamado muito pouco. A notícia boa é que, apesar da dificuldade nas mamadas, ele está gordinho. 4kg e 54cm! Mas vamos ter de ter paciência para superar essa fase do refluxo, que o deixa agitado e o faz chorar muito. Segundo Dr. Carlos, os bebês que apresentam refluxo acabam ficando mais irritadiços por estarem mais sensíveis à dor. Quando o leite bate no estômago, volta para o esôfago misturado com acidez, e isso deve incomodá-lo muito mesmo. Na próxima quarta, ele fará uma ultrassonografia para ver como anda o sistema digestivo e se o diagnóstico clínico está correto.

Nesse meio tempo, já enlouqueci. Minha cabeça virou uma farinha de rosca. Na tentativa de mamadas mais tranqüilas, já usei todas as mamadeiras e bicos possíveis. Com todo esse estresse, a quantidade de leite materno que produzo foi diminuindo. Cheguei a pensar que ele não mamava por eu não ter leite suficiente ou mesmo por eu ter cedido à maldita mamadeira (o que hoje sei que esse mito é uma bobagem – bebê nenhum prefere mamadeira ao peito, a não ser que você não tenha leite). Na dúvida, fui para a mamadeira, o que consequentemente, diminuiu minha produção. Tirar o leite com a bomba não é o mesmo estímulo que a sucção do bebê. Quanto mais o bebê suga, mais leite a mãe produz. É uma cadeia produtiva mesmo. O que penso é que não sei mais o que veio primeiro, o ovo ou a galinha. Se eu tivesse mantido a calma e persistido mesmo com o choro incessante (dele e meu), hoje eu estaria amamentando do jeito que sonhei? Me sinto culpada na maior parte do tempo, mas tento pensar que fiz o que foi possível para mim. Outro dia, na sala de espera do laboratório, vi uma mãe amamentando um bebezinho da mesma idade do Francisco. O bebê era tão calminho, mamava placidamente, igual àquelas cenas que idealizamos. Não posso negar que fiquei um pouquinho triste por eu não estar vivenciando isso, falei até pra minha mãe o tipo de pensamento que eu tinha tido, uma pontinha de inveja mesmo da moça, apesar de ali no meu colo estar o bebê mais lindo e fofo do mundo, como eu nunca poderia ter imaginado igual.

E quando ele chora, chora, e nada que eu faça consegue acalmá-lo? (Isso acontece com frequencia). Troco de braço, de posição, deito ele na cama, balanço, faço muito carinho, canto todo meu repertório, converso, começo bem calminha, juro. Mas aí, chega outra pessoa, pega no colo, e ele fica quietinho, que nem mágica. Fico pra morrer do coração. Aí a gente pensa: será que ele não gosta de mim? O que estou fazendo de errado? Eu sou desajeitada, eu sei, mas será que o colinho está tão ruim assim? É inevitável...

Por essas e outras, começo hoje uma terapia. Estou precisando.

Alheio às paranoias delirantes de sua mãe, Francisco segue a sua rotina. E já está famoso na rua, sim senhor. Quando a vizinhança vê a gente descendo, já diz: “Olha ele aí, esse é o dono do chorinho!” Francisco nem liga. Ele chora sem culpa. Mas para amenizar os efeitos do refluxo, vamos seguir algumas regrinhas. Mamar agora será de duas em duas horas, em vez dos intervalos maiores de três em três. Nunca trocar a fralda depois de uma mamada. Deixar sempre a fraldinha mais larga na barriga. Mamar sentadinho. E assim vamos seguindo. Me prometeram que depois dos três meses melhora, é o que mais escuto. Estou também esperando as águas de março. Um calorão aqui no Rio de Janeiro!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Fla x Flu


Francisco ainda não sabe ao certo pra que time torce. A concorrência é grande! Mas resolveu dar uma força pro time do coração do seu querido tio Luizinho. Olha ele aí vestindo a camisa do Fluminense, mesmo nesses tempos tão difíceis...Ai se o vovô Ivo vê isso!
Corre, vovô, traz a camisa do Flamengo!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Uma foto para minha tia


Tia Aline,
Eu te amo!
Francisco.

Eu e minhas primas, Isabel e Marina

É, Francisco, sua mãe é dramática...



Sábado Francisco faz um mês de vida. Tão pouquinho e já parece que tanta coisa aconteceu!

Não é fácil, minha gente! Para mim, pelo menos.

Desde que chegamos da maternidade, uma infinidade de choros (meus e dele), alegrias, inseguranças, sem falar na nova rotina da casa, pessoas novas em nossa vida, geladeira cheia (foi aí que vi que preciso comprar uma maior), um calorão do diabo pra nos receber, ar-condicionado pingando água justamente no dia em que íamos inaugurá-lo, apagão (corre pra comprar vela...), a diarista que durou só dez dias, e vai que procura outra, corre a Marli pra socorrer! Tem a Antonia, que tem vindo me ajudar nos fins de semana e que cuida da casa, agora vem a Sandra, de segunda a sexta, mas ela mora em Japeri, longe pra dedéu, e eu fico pensando como deve ser difícil pra ela pegar aquele trem lotado todo dia pra vir pra minha casa trabalhar, e ainda me ver chorando (ela só ri e diz que vai passar, diz também que queria ter o terceiro filho). Lisa, a enfermeira que ficaria comigo de noite nesse primeiro mês, teve que ficar fora dez dias, justamente quando Manuel ia voltar ao trabalho. Mas aí veio a dona Eva de São Paulo pra passar esses dias aqui comigo, enfermeira 24 horas, um luxo só! Tenho que relaxar e aproveitar. Afinal, vai durar pouco. Hoje consegui ir ao banco e fazer as unhas (botei um vermelhão pra levantar a canseira), passei também no supermercado antes de voltar correndo pra casa. O mundo continua lá fora! Um sol delicioso na rua. E eu pensando que agora eu ando na rua e sou a mãe do Francisco. Ei, eu sou a mãe do Francisco, um bebê lindo e saudável, um tanto bravo, é verdade. Ainda estamos nos acostumando um com o outro. Quando acho que consigo entendê-lo, já mudou tudo.

Logo nos seus primeiros dias, quando o leite desceu pra valer, tive a tal da apojadura, uma coisa que ninguém fala pras mães. É quando o leite desce e o peito fica todo duro. Francisco não conseguia mamar. E eu rodava que nem barata tonta em casa. Como se usa essa bomba de leite? Cadê a mamadeira? Ele vai morrer de fome! Liga pro pediatra (nessa eu não conseguia nem falar... Manuel era o interlocutor oficial). Tive que chamar uma enfermeira especialista da Perinatal para vir em casa me ajudar a resolver o problema. Muita massagem e paciência pra bombear o leite. Isso ninguém me disse que podia acontecer. Mas acontece com quase todas as mães e ninguém avisa.

Depois do primeiro sufoco com a amamentação, me lembro das coisas transcorrerem razoavelmente bem, até ele fazer 15 dias, quando, segundo minha irmã, os bebês acordam para a vida. Aí começam as temidas cólicas, os gases e o refluxo.
Estava eu indo muito bem, começando a curtir a amamentação, me sentindo poderosa, até que Francisco começou a reclamar muito enquanto mamava. Reloginho à vista, 3 minutos, 4 minutos, 7 minutos e pimba, lá vem o berreiro. Ele gritava muito. Anoto eu no caderno todas as mamadas, com a precisão dos segundos. Dia passa, outro dia, e isso se torna rotina. Começo a achar que ele não gosta de mim, do leite, o que que é, meu Deus? Não sou mais poderosa, sou um desastre, penso. Se ele mamar, volto a acreditar em Deus, faço promessa pra Jesus, raspo o cabelo, chamei Antonia pro batizado dele em São Paulo, disse que ela ia como convidada especial e que ia ficar na casa da Inês e do Luciano, meus sogros. Mas assim foi: cada mamada um estresse. Choro eu, ele. Liga pro pediatra, pra irmã, liga o pai, a mãe, todos preocupados comigo. Bebê é assim mesmo... Eu sei, eu sei, mas ele não mama mais como antes. Quem não chora não mama! Mas ele mama e chora! Tem algo errado. Liga pro pediatra. Uma, duas, três. Que droga de pediatra que não liga de volta. Minha irmã manda eu trocar de pediatra, jogar o telefone dele fora. E eu, como soldado fiel, faço o que ela manda. No dia seguinte, vou ao novo pediatra, um senhor maravilhoso que me escuta bastante, como médico de antigamente. Médico que liga no dia seguinte pra saber do meu filho! Não se faz mais médico assim. O telefone toca diversas vezes lá em casa, todos querem saber o diagnóstico. Parece que é um refluxo, mas ele não quer dar remédio agora, diz que tem que esperar até segunda. De qualquer forma, estou mais aliviada. Até que Francisco mama e chora, mama e chora. Lisa chega e eu choro também. Ligo pro pediatra e ele acaba me passando o remédio para o tal refluxo. Agora vai ficar bom! Dois, três dias e nada. Parece que o remédio demora a fazer efeito... Até que não aguento e ligo pro Dr. Carlos novamente. Segunda-feira vai demorar muito, vou enlouquecer até lá. Ele diz pra eu levar o pequenino no consultório dele novamente no dia seguinte. Examina, examina. Francisco está cheio de gases. Pode ser a barriguinha. E quanto tempo demora pra ficar bom? Vai passar dos três meses? A vida vai voltar ao normal? Suspende o remédio de refluxo. Não, não é refluxo. Mas, doutor, gases impedem o bebê de mamar? Às vezes, sim. Minha mãe diz que tem que ter paciência. Recém-nascido é assim mesmo. Eu mesma chorava pra danar, não dei sossego um minuto. Saímos do consultório e eu acho mesmo que vai passar, que ele vai voltar a mamar aqueles longos trinta minutos em cada peito. Passe de mágica! São os gases, é isso. Simples assim. Será que tenho que cortar o queijo minas, o feijão? Abacaxi não pode... Pelo menos, nunca estive tão magra!

Sábado Francisco completa um mês de vida. Hoje estou aqui escrevendo, e ele continua chorando pra mamar. Falei de manhã pra minha irmã que vai ver é assim mesmo. É, é isso Ju, diz ela. É, vou aceitar, digo eu. Raça e paciência! Mas cada chorinho um aperto no coração. Então, no lusco-fusco da tarde, resolvi escrever um pouquinho, pra dar notícias pelo menos bem-humoradas da nossa aventura. E assim a tarde corre. Acho que ele vai dormir bem hoje. Afinal, ficou bem acordadinho durante o dia. Vai ver era a barriguinha... Mas já pensei também que o problema é a posição da amamentação. Por isso ele não tem mamado bem. Ó, quanta dúvida! A cabecinha da gente não para. É, Francisco, você ganhou uma mãe dramática!

Sábado Francisco faz um mês. Devemos levá-lo para uma voltinha no Jardim Botânico.
Enquanto isso, ele manda um beijo pra vovó Inês e vovô Luciano, que tiveram aqui no Rio nesse primeiro mês de vida.

Mari, quando puder, venha nos ver novamente. Estou bem melhor agora.

Ah, Francisco não gostou do banho de balde. Prefere cada vez mais a banheira dele.

Muito prazer, Francisco!


Francisco tem as cores do pai, mas a braveza é da mamãe!
Aqui, com 13 dias de vidas.