segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O bloco do Francisco





Meus queridos tios Antonio e Regina,
Aqui vão umas fotos do piratão que tocou o terror nas ruas do Jardim Botânico. Na quarta-feira de cinzas visitei a casa do vovô Ivo, voltando do último bloco desse meu primeiro carnaval. Já vi que em termos de animação saio na frente disparado do meu pai e da minha mãe.
Quanto às outras novidades, amanhã tenho minha consulta dos 4 meses com o Dr. Carlos. E depois... va-ci-na. Ai, ai, todo mês uma picada. É a vida...O que fazer?
Mas de resto está tudo bem. Passeios diários no Jardim Botânico, sonecas de tarde e muita, muita brincadeira.
Espero ver vocês logo, logo, ao vivo. Estamos esperando vocês lá em casa!
Ah, e me aguardem! Acho que estou quase pronto para a minha primeira temporada em Búzios!
Um beijo para vocês e para Fernanda,
Com carinho, Francisco

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Eu em 2010 - dobrando o cabo da boa esperança!




Esse mês, no dia 21, Francisco faz quatro meses!
Quando ele completou três, parece que sua vida melhorou muito. Já não é mais aquele bebê chorão! Agora ele só chora quando está com sono e quer dormir. Muitas vezes é só colocá-lo bo bercinho que ele dorme sozinho. Adora olhar seus bichinhos rodarem acima de sua cabeça. Fica hipnotizado. E ele ri, fala, dá gritinhos. Ele só não gosta mesmo é de ficar parado! Ele reclama pra gente levantar e andar com ele.
Esse mês ele fez sua primeira viagem. Foi a São Paulo visitar vovó e vovô e também as primas. Adorou e voltou outro. Agora já come também papinha de babana. São duas bananas e o prato fica limpo! Que beleza!
Mês que vem, volto ao trabalho, e aí uma nova rotina. Ai que medo! Ontem chegou a Ivone, a babá do Francisco. Vai ficar de segunda a sexta. Tomara que tudo dê certo!
Vejam como ele está lindo!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Feliz ano-novo!



Já tenho dois meses e oito dias! Viva!
Foi uma caminhada difícil, mas acho que estou me encontrando no mundo e deixando para trás o meu inferno astral.
O ápice do meu sofrimento e de mamãe começou no dia em que fiz dois meses, o dia 21 de dezembro. Minha mãe já sofria por antecipação porque ela ia ficar alguns dias sem a equipe dela; eu angustiado com minha nova vida fora do útero e ainda mais com a terrível azia me queimando o estômago (é, ainda não estou bom do refluxo); nós dois irritados com o terrível calorão. Uma mistura explosiva! Mas mesmo assim minha mãe achava que estava abafando, as minhas roupinhas estavam ficando apertadas. Era dia de consulta com o Dr. Carlos. Papai estava de folga. Lá fomos nós então para o pediatra. O sol queimava lá fora. As ruas de Ipanema apinhadas de gente fazendo compras de Natal. A balança vai estourar, pensou minha mãe. Mas a coisa não andou do jeito que ela quis. Dr. Carlos nos deu um banho de água fria. Eu estava com 4,560 kg e 55,5cm. Na hora que a balança parou, pude ver os olhinhos de preocupação de minha mãe. Não era assim o fim do mundo, disse o doutor, mas eu podia ter engordado mais. Me examinando mais um pouco, Dr. Carlos também desconfiou de uma anemia. Eu estava bem branquinho. Pra completar, achou também que a minha cabecinha estava mais amassadinha de um lado. Fiquei arrasado... Gosto tanto do meu ladinho de dormir... Não ia ter jeito. Faríamos um exame de sangue no dia seguinte, e eu também precisava tomar as vacinas. Ia ser todo picado!
Eis que vem o pior dia da minha vida. Dia seguinte. Chega cedinho lá em casa o homem de branco do laboratório. Vai colher o meu sangue. Ele me olhou assustado, mas mamãe não quis acreditar. Deve saber tirar sangue de bebê. Lisa estava lá em casa. Meu pai estava no banho. As duas seguram meu bracinho. Minha mãe não quer nem olhar. Ela está mais nervosa do que eu. Uma agulhada forte. O homem insiste. Não acha minha veia. Eu choro muito de perder o fôlego. Para tudo, diz a Lisa, o senhor não vai conseguir. O homem fica branco. Sai fugido lá de casa, deixando meu bracinho roxo. Mamãe chora, roda que nem peru tonto dentro de casa. Papai nos recolhe, coloca todo mundo no carro e lá vamos nós para o laboratório. Lá deve ter gente preparada pra tirar sangue de bebê. Dessa vez mamãe não quer entrar. É demais pra ela. Fica do lado de fora. Papai entra comigo na sala. Três moças pra fazer o serviço. Eu choro um pouquinho, mas meu pai não perde o bom humor. Tudo certo. À tarde já saberíamos o resultado. Seguimos então para casa, e minha mãe decide parar no posto de saúde para ver a situação das vacinas. Chegando lá, não havia fila. Meus pais decidiram por mim que hoje seria o dia de mais uma picada. Mais duas, aliás. Uma em cada perninha. Não deu outra, abri o berreiro. Fiquei exausto e traumatizado de tanta picada. Não escapei, é claro, das tais reações à vacina. Tive febre, fiquei molinho, manhoso e irritado por dois dias. No terceiro dia, véspera de natal, fomos dormir na casa da vovó Evelyse. Era a primeira vez que passava a noite fora de casa. Mesmo sendo a casa da minha querida vovó, dei uma estranhada. Além do mais, o trauma havia sido grande. Deixei todo mundo exausto e preocupado. Eu não queria mamar, chorava o tempo inteiro e, ainda por cima, estava mesmo anêmico. Nem o elevador me deixou feliz. Minha mãe saía comigo pra passear duas vezes por dia, maravilhada em poder subir e descer com o carrinho sem fazer esforço. (Ela anda sonhando com um lindo apartamento com porteiro e elevador, e ar-condicionado para os dias de calor. Coisa de madame...Vai entender as mulheres!)Foram enfim dois dias na casa da vovó, até voltar pra casa no dia 25 à noite. Foi então que começou a minha virada. Sim, eu podia reconhecer a minha casa, a minha caminha, o tapete da sala, tudo colorido! Eu estava virando gente! Quando vi meu balancinho treme-treme, me senti o bebê mais feliz do mundo. Papai me colocou ali, já era noite, e ali mesmo fui fechando os olhinhos. Deu tempo pra minha mãe desfazer as malas, organizar tudo do jeitinho que ela gosta e preparar o meu banho. Todo dia ela faz tudo igual e eu estou gostando disso. Acho que somos parecidos nessa coisa certinha - apesar de dar uma bagunçada nela vez por outra. É pra variar um pouco, senão fica chato.
Bem, esse é o resumo da história. Desde então tenho passado muito bem os dias, chorando quando uma coisa não me agrada, é claro. O melhor de tudo é que estou mamando melhor também. Tudo bem que ainda é um sufoco a hora de mamar. Parece uma gincana. Mas eu e minha mãe estamos nos entendo cada vez melhor. Ela agora está mais esperta, captando logo os meus códigos secretos. Até Shantala ela foi aprender por minha causa, ela que nunca foi zen. Ela diz que está cansada, eu sei, eu sei, ela fica louca muitas vezes, ela queria um botãozinho pra me ligar e desligar, eu entendo. Ela odeia o verão. Ela diz também que eu sou agitado, que eu não deixo ela parar na rua pra conversar com os vizinhos, que se o carrinho para eu choro, e se o asfalto é liso eu reclamo. Eu gosto mesmo é de algo trepidante! Mas como é que explica ela ficar me olhando que nem boba quando a gente conversa? Minha mãe me ama! E eu amo ela também!
Hoje eu sou só sorrisos!
Feliz ano novo, amigos!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Adoro visitas!





Tive um fim de semana feliz com meu pai e minha mãe.
Me enrolando daquele jeito, papai me botou pra dormir e, empacotado, dormi quase cinco horas seguidas. Que gostoso! No domingo, bem descansado, um monte de gente veio me ver e eu me comportei muito bem! Tio Pedro e tia Denise estiveram aqui em casa e ficaram babando, vejam só! Entre o Nova Capela, Ipanema, show na sala Cecilia Meireles e mergulho na praia, eles passaram o sábado e domingo aqui conosco. Também diretamente de São Paulo, apareceram por aqui Carla, Vitor, Maria Julia e Isabel. Meu avô Ivo chegou mais tarde e ficou impressionado como estou grandão! Depois, começou meu ritual do soninho. Banho, leitinho, mpbaby, e lá vai meu pai me enrolar. Vou dormir gostoso!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Só no balanço


Eu e meu pai




Meu pai é um caso sério!
Ele me enrola todinho pra dormir. Eu fico hipnotizado.
Tudo bem, pai, vai me enrolando, vai. Depois eu vou te enrolar mesmo!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Notícias do Front


Estivemos sumidos esses dias, mas é que passamos por um turbilhão essa semana, com muitos acontecimentos. Volta D. Eva para São Paulo; chega a Lisa para reocupar o posto noturno; Sandra, a diarista, sabemos agora que está grávida... Enfim, muitas coisas para resolver. Precisamos achar uma babá para o Francisco e também transformar a copa da cozinha num quartinho para quem vier. Enquanto isso, Francisco mama e chora, dormindo bem à noite, graças à técnica do Dr. Harvey aperfeiçoada pelo papai, que enrola ele todinho, mas fazendo manha durante o dia, querendo só saber de colo.

Ontem foi um dia movimentado.

Tomei coragem e fui dar uma volta com ele no Jardim Botânico. Fomos convidados por uma nova amiga, companheira da hidroginástica, que teve bebê na mesma época. A operação foi uma mão de obra danada, diga-se. Sandra desce com o Francisco e eu com o carrinho degraus abaixo (fiquei com pena de pedir para ela carregar peso, por conta da gravidez). Depois, coloca o carrinho na mala do carro. Engastalha lá dentro, dá uma vontade danada de chorar. Começo a suar no calor mormacento. Puxo o carrinho e nada. Fico um tempão tentando fechar. Chagando lá, mais um tempo pra tirar o carrinho, abrir o carrinho e então seguir. Nessa altura, já estou pensando na volta. Tira Francisco, carrinho, sobre primeiro com um, desce, pega o outro, desengasta da mala, musculação pra subir as escadas. Bem, pelo menos, penso, saímos de casa, vimos a bebezada, respiramos um arzinho puro, comemos pão de queijo e suco de laranja, e, o melhor, pude trocar experiências com outras mães de primeira viagem. Vi também que entre elas sou a mais nervosa, sem dúvida.

À tarde, malas prontas para o pediatra, aonde temos ido regularmente, por conta de um suposto refluxo. Francisco continua chorando muito para mamar. Piorou na semana passada, depois de termos suspendido o remédio. Dr. Carlos pediu que fôssemos lá para pesá-lo, pois ele tem mamado muito pouco. A notícia boa é que, apesar da dificuldade nas mamadas, ele está gordinho. 4kg e 54cm! Mas vamos ter de ter paciência para superar essa fase do refluxo, que o deixa agitado e o faz chorar muito. Segundo Dr. Carlos, os bebês que apresentam refluxo acabam ficando mais irritadiços por estarem mais sensíveis à dor. Quando o leite bate no estômago, volta para o esôfago misturado com acidez, e isso deve incomodá-lo muito mesmo. Na próxima quarta, ele fará uma ultrassonografia para ver como anda o sistema digestivo e se o diagnóstico clínico está correto.

Nesse meio tempo, já enlouqueci. Minha cabeça virou uma farinha de rosca. Na tentativa de mamadas mais tranqüilas, já usei todas as mamadeiras e bicos possíveis. Com todo esse estresse, a quantidade de leite materno que produzo foi diminuindo. Cheguei a pensar que ele não mamava por eu não ter leite suficiente ou mesmo por eu ter cedido à maldita mamadeira (o que hoje sei que esse mito é uma bobagem – bebê nenhum prefere mamadeira ao peito, a não ser que você não tenha leite). Na dúvida, fui para a mamadeira, o que consequentemente, diminuiu minha produção. Tirar o leite com a bomba não é o mesmo estímulo que a sucção do bebê. Quanto mais o bebê suga, mais leite a mãe produz. É uma cadeia produtiva mesmo. O que penso é que não sei mais o que veio primeiro, o ovo ou a galinha. Se eu tivesse mantido a calma e persistido mesmo com o choro incessante (dele e meu), hoje eu estaria amamentando do jeito que sonhei? Me sinto culpada na maior parte do tempo, mas tento pensar que fiz o que foi possível para mim. Outro dia, na sala de espera do laboratório, vi uma mãe amamentando um bebezinho da mesma idade do Francisco. O bebê era tão calminho, mamava placidamente, igual àquelas cenas que idealizamos. Não posso negar que fiquei um pouquinho triste por eu não estar vivenciando isso, falei até pra minha mãe o tipo de pensamento que eu tinha tido, uma pontinha de inveja mesmo da moça, apesar de ali no meu colo estar o bebê mais lindo e fofo do mundo, como eu nunca poderia ter imaginado igual.

E quando ele chora, chora, e nada que eu faça consegue acalmá-lo? (Isso acontece com frequencia). Troco de braço, de posição, deito ele na cama, balanço, faço muito carinho, canto todo meu repertório, converso, começo bem calminha, juro. Mas aí, chega outra pessoa, pega no colo, e ele fica quietinho, que nem mágica. Fico pra morrer do coração. Aí a gente pensa: será que ele não gosta de mim? O que estou fazendo de errado? Eu sou desajeitada, eu sei, mas será que o colinho está tão ruim assim? É inevitável...

Por essas e outras, começo hoje uma terapia. Estou precisando.

Alheio às paranoias delirantes de sua mãe, Francisco segue a sua rotina. E já está famoso na rua, sim senhor. Quando a vizinhança vê a gente descendo, já diz: “Olha ele aí, esse é o dono do chorinho!” Francisco nem liga. Ele chora sem culpa. Mas para amenizar os efeitos do refluxo, vamos seguir algumas regrinhas. Mamar agora será de duas em duas horas, em vez dos intervalos maiores de três em três. Nunca trocar a fralda depois de uma mamada. Deixar sempre a fraldinha mais larga na barriga. Mamar sentadinho. E assim vamos seguindo. Me prometeram que depois dos três meses melhora, é o que mais escuto. Estou também esperando as águas de março. Um calorão aqui no Rio de Janeiro!